O Xavier da CRISTINA

Hey, amazings!

Hoje, trago-vos uma entrevista. É a primeira aqui do blog e estou muito contente por a ter feito ao Xavier, jornalista da revista CRISTINA. Espero que a leiam até ao fim, até porque o entrevistado se dá a conhecer para além do seu trabalho na revista.


Rúben Henriques: Quero agradecer-te por aceitares a entrevista. Fiquei muito feliz! O mundo editorial diz-me muito e tu estás a fazê-lo de uma forma que considero a mais correta. Com liberdade e criatividade. Também porque estás ao lado de uma pessoa que admiro – a Cristina Ferreira. Confesso que já havia visitado o teu Instagram. Sigo várias contas de jornalistas da TVI. Penso que há lá alguém que te é especial. Por isso, foi fácil chegar até ti. Na altura, ainda não estavas com a CRISTINA. E, como sou daqueles que até a ficha técnica das revistas lê, o teu nome chamou-me logo à atenção. Mas deixemo-nos de conversas. Estás pronto para responder às minhas perguntas?

Xavier Baltazar Pereira: Sempre que entrevistares um jornalista, ele vai dizer-te que prefere fazer perguntas do que responder-lhes, mas se aceitei o convite agora tenho de responder, não é? Vamos a isso.

RH: Quem é o Xavier?

XBP: A isto é que eu chamo começar logo bem! Quando se faz uma pergunta destas, tem de se dar algum tempo ao entrevistado para pensar… Eu acho que sou um comunicador; um apaixonado pelas palavras, quer sejam escritas ou faladas. E sou, naturalmente, um apaixonado pela vida, pelos amigos e família.

RH: Quando é que te apercebeste deste sonho da comunicação?

XBP: Foi surgindo e, quando me apercebi, já o estava a concretizar. É esse o melhor lado dos sonhos: quando se tornam reais. Na altura do secundário, percebi que este era o caminho que queria trilhar e comecei desde aí a construir um percurso do qual me orgulhasse e que me trouxesse realizações.

RH: Trabalhaste na CMTV. Como descreves o percurso que fizeste no Correio da Manhã?

XBP: Foi uma grande escola! Foram quatro anos muito intensos! Entrei para a CMTV quando o canal tinha acabado de ser lançado, tinha 23 anos, era um bebé! Depois, foi crescer todos os dias, com fantásticos colegas e muito esforço. Estive quatro anos no horário das madrugadas. Entrei como jornalista e saí como coordenador. Foi um percurso de que muito me orgulho.

Bastidores da revista CRISTINA / Fotografia: João Maria Catarino

RH: Como surgiu o convite para a revista CRISTINA?

XBP: O convite surgiu porque desde o início que acompanho o projeto e, na altura de o reformular, acharam que faria sentido chamarem-me. E eu fui!

RH: Como é um dia normal de trabalho na redação da revista? Pelo que ouvi dizer, é uma animação.

XBP: Sim, é uma animação! Sobretudo porque somos poucos mas gostamos muito de trabalhar ali. Isso sente-se. As pessoas estão empenhadas porque gostam do projeto que estão a fazer. Além desse lado profissional, é animado, sim. É frequente colocarmos música ou perdermo-nos em conversas sobre os mais variados temas.

RH: A revista CRISTINA foi eleita o melhor título feminino pelo MEIOS & PUBLICIDADE. Qual foi a reação da equipa? E o que sentiste quando a Cristina vos chamou a palco?

XBP: A reação da equipa foi de grande satisfação. Trabalhamos todos os dias a pensar no que o leitor quer na sua revista e ter um retorno em forma de prémio é muito saboroso. A verdade é que, só com o aproximar da data da entrega dos Prémios, é que nos lembrámos de que estávamos nomeados e que tínhamos fortes hipóteses de vencer, porque a cada novo número, a revista se tenta superar. No dia da entrega, a equipa jantou, antes da cerimónia. Brindámos, rimos, conversámos e festejámos mesmo sem o prémio. Porque o que nos importava era estarmos ali, todos juntos, naquele momento. O Prémio só veio dar mais sentido a tudo. Quando a Cristina nos chamou, primeiro que tudo, senti que queria ficar na minha cadeira! Mas, depois, senti que fazia sentido subirmos ao palco, todos juntos, e mostrar o orgulho que temos no projeto que fazemos e no Prémio que acabávamos de receber. Foi uma noite feliz.

RH: Há quem diga que o papel está a morrer. Muitas revistas estão a fechar e temos o caso recente do grupo IMPRESA que vai vender algumas marcas do seu portefólio. Acreditas que os projetos editoriais se podem manter ao longo dos anos?

XBP: Acredito. Sabes que estou neste projeto porque acredito, verdadeiramente, nele. Acredito na Cristina Ferreira e na sua visão, acredito na equipa que, todos os dias, faz a revista e acredito que temos todos a mesma visão. O papel não está a morrer. Eu todos os meses compro uma série de revistas. O que tem de acontecer, e a que já estamos a assistir, é que o papel tem de se reinventar. Os jornais não podem ser todos iguais e viver todos de notícias da Lusa ou as revistas não podem falar todas sobre o mesmo restaurante, o mesmo destino de férias ou entrevistar da mesma forma determinado ator. Não. O conteúdo tem de ser pensado de forma diferente. Hoje em dia, uma revista mensal é um objeto que se coleciona, por isso, o conteúdo tem de ser pensado dessa forma.

RH: Como te disse, a Cristina Ferreira é a minha inspiração. Também te inspiras todos os dias com esta mulher empreendedora que acredita no sonho?

XBP: Claro que sim. Inspira-me a visão que tem das coisas, o percurso que tem trilhado e a maneira como gere toda a equipa que com ela trabalha. É um orgulho fazer parte.

A equipa da revista na entrega do prémio M&P / Fotografia: Rui Valido

RH: Que conselhos podes dar a quem, como eu, se quer tornar um profissional de comunicação?

XBP: O primeiro conselho que dou a qualquer jovem é para não desistir. Seja em que área for. Na área da comunicação, em particular, é para que tenham noção de que tudo importa e que não é só o que se faz, com 23 anos, quando se acaba o Mestrado. Antes disso, se tens interesse em fazer rádio, é bom que já tenhas ido bater à porta de uma rádio local. Se queres escrever, é bom que já tenhas ido bater à porta de um jornal regional e que participes no jornal académico. Se queres fazer televisão, treina em frente ao espelho, faz cursos práticos e complementares. E depois: não desistas!

RH: O que é o “T1 para todos“?

XBP: É o meu blogue. É onde me permito escrever sobre todos aqueles que me inspiram. É algo muito pessoal, que partilho pouco e ao qual não consigo dedicar o tempo que gostaria, mas é algo que gosto de manter.

RH: Em Outubro, vais estrear uma peça de teatro escrita por ti. Como surgiu a oportunidade e que informações é que nos podes adiantar?

XBP: É verdade. É a segunda vez que vivo esta emoção de ver que, palavras escritas por mim, vão ganhar vida em cima de um palco. Desta vez, o espetáculo chama-se ‘Céu’. É uma peça que nos dá a conhecer a vida de cinco amigas que lidam com as questões do dia-a-dia em relação à profissão, à família e, claro, à amizade que as une. A escrita é uma paixão para mim e poder fazê-la em diferentes géneros, é uma importante realização. A peça de teatro estreia dia 18 de outubro no Village Underground Lisboa, às 21h30.

RH: Porque é que tu és amazing?

XBP: Agora é que me tramaste! Pergunta à minha mãe!

RH: Xavier, obrigado! Esta entrevista significa muito para mim. É a primeira que faço e estou feliz por ter sido feita a uma pessoa que ajuda a criar a única revista que eu compro todos os meses. Esta nossa conversa aconteceu por e-mail, mas espero um dia conhecer-te e, quem sabe, colaborar contigo em algum projeto. Tudo de bom para ti!

XBP: Obrigado eu, Rúben. Não desistas dos teus sonhos, mas não te limites a sonhar. Faz por eles!

* 1ª fotografia: David Martins


Não imaginam o quão feliz estou por ter feito esta entrevista. Vá! Eu não considero uma entrevista a 100%. Enviei, apenas, algumas perguntas ao Xavier e ele foi incrível por ter respondido. Foi, sem dúvida, excecional. Não se esqueçam de estar atentos ao blog dele, à revista e à peça de teatro que vai estrear. OBRIGADO, XAVIER! Até à próxima 😉