Dou por mim a recordar Amesterdão. É dia 25 de março de 2020. A minha avó faz anos. Vou ligar-lhe daqui a pouco. Não lhe posso dar um abraço pessoalmente, o coronavírus prendeu-nos a todos em casa. O estado de emergência do país é claro – sair de casa só mesmo para ir ao supermercado, farmácia ou trabalhar.

No meu caso, preciso sair de casa para trabalhar. Mas tenho, ainda, uma semana de férias. São dias que, paradoxalmente, me estão a saber muito bem. Estou a ler mais, a escrever mais. No fundo, sinto-me mais produtivo.

Mas, ao mesmo tempo, recordo a liberdade da viagem a Amesterdão, que fiz em janeiro passado. Enquanto estive lá, queixei-me de ser uma cidade escura e cujas ruas pareciam todas iguais. Agora, dava tudo para estar lá.

Amesterdão é a cidade da liberdade, em que prostituição e fumar cannabis na rua são um modo de vida. Para os viajantes que vão com a mente fechada pode ser um choque. Mas há sempre uma Red Light District para abrir mentalidades.