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Não há planeta B, nem recursos naturais de sobra

O movimento “Não há planeta B” foi levado a cabo, em meados de março, por um grupo de estudantes que se manifestou junto à Assembleia da República. Agora que os recursos naturais anuais acabaram, é preciso um plano B.

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Imagem ilustrativa, simbolizando o degelo de calotes polares. Esta é uma das muitas consequências das alterações climáticas

Jovens de mais de 20 cidades mostraram o seu descontentamento perante as alterações climáticas, realçando a premissa de que “reciclar não chega”. Não se trata de tentar remediar o que já está estragado, mas sim de evitar que a situação piore ainda mais. Sendo um problema que, por vezes, é considerado para segundo plano no que toca à política, é necessário que presidentes, deputados e instituições mundiais comecem a criar programas e leis.

Na verdade, existem metas a alcançar em determinado período de tempo. Assim como a redução do plástico na fabricação de objetos, que é um dos principais atenuantes no que diz respeito às alterações climáticas. No entanto, já houve países a manifestarem a sua impossibilidade no que toca a cumprir os prazos estabelecidos. A China, por exemplo, é um dos países que mais gases emite e que é constantemente incentivada a fazer uso do petróleo.

RECURSOS NATURAIS DE 2019 ESGOTARAM

Agora, as notícias mais recentes revelam que os recursos naturais para o ano de 2019 esgotaram. Isto não quer dizer que vamos ficar sem água, luz ou árvores (pelo menos por agora). Importa perceber que, para todos os anos, é estabelecido um orçamento de recursos naturais. Assim, deve ser feita uma gestão económica dos gastos do planeta. Não se trata de valores nem de números incompreensíveis. O problema é que, se em sete meses já gastámos os recursos que deveriam ser usados durante o ano inteiro, então onde os vamos buscar durante os restantes cinco?

Pois bem, é certo que temos recursos para esses cinco meses em que estamos fora do orçamento. No entanto, o que acontece em 2020? Possivelmente, também teremos recursos a menos porque já os estamos a explorar de forma absurda em 2019. E assim continuará nos anos seguintes. Por isso, este é um tema que preocupa muito as novas gerações. Nada garante que haverá recursos suficientes para todos em anos vindouros.

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Beatas no chão, um dos maiores vícios da população

GERAÇÕES MAIS ANTIGAS CONTINUAM A NÃO SER CONSCIENTES

Uma das preocupações dos mais jovens são as gerações antigas, que estavam habituadas a ter fartura de tudo. Muita comida, muita lenha, muito papel, banhos de imersão, entre outros “luxos”. Agora, a preocupação em poupar água (por exemplo) é uma constante no quotidiano de muitos. No entanto, a colocação do lixo no sítio certo é algo que ainda não se está a conseguir implementar na educação dos cidadãos. E não me estou a referir à reciclagem, nem a planos B. Mas sim às estradas e passeios em que até é difícil colocar os pés. Não digo que a culpa será apenas das gerações antigas, é de todos. Mas não se pode negar o facto de que muitos idosos atiram até o mais pequeno papel para o chão, dado que “no tempo deles” esse “pequeno” gesto não afetava o ambiente. O que é certo é que, com tantos gestos “pequenos”, o planeta, mais especificamente a camada do ozono, tem um grande buraco. E, assim, estamos a desfrutar de umas belas alterações climáticas, que nunca se sabe se é verão ou inverno.

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Rúben Henriques
Licenciado em Artes e Humanidades pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Mestrando em Jornalismo na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Espera um dia ser jornalista/apresentador na televisão nacional.

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