Os outros

Preocupamo-nos muito com o que os outros pensam de nós. Agimos já a pensar nas consequências e naquilo que possa ser dito como resultado das nossas escolhas. Portanto, as nossas ações acabam sempre por ser condicionadas pelos que nos são próximos e pela sociedade em geral.

Já me importei mais com os outros. Confesso que me sinto muito mais livre. Ir para Lisboa ajudou muito, lá ninguém se importa com ninguém. No entanto, há que ter um pouco em consideração a opinião da família e de amigos próximos. Se não estamos certos do que vamos fazer ou se sabemos que nos vai sair o tiro pela culatra, é melhor guardar segredo e não contar a ninguém. Às vezes, precisamos de agir sós. A menos que tenhamos muita confiança nas pessoas e saibamos que nos vão apoiar incondicionalmente.

Quanto à sociedade em geral, penso que essa seja a que mais impõe a sua opinião. O povo é quem mais ordena. Mas daí resultam muitas injustiças. E falta de respeito. Não é por acaso que ainda existe muito racismo, homofobia, xenofobia, etc. Mas são campanhas como esta que podem fazer a diferença. Mesmo que as pessoas não se manifestem, é possível agitar os ânimos. E o objetivo tem de ser sempre esse. Informar para agitar. Agitar para criar respeito.

Estudante de Artes e Humanidades na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Espera um dia ser jornalista/apresentador na televisão nacional.