«Chama-me pelo teu nome…

… que eu chamo-te pelo meu» – Oliver

Hey, amazings!

Estas são as frases do momento. Do momento em que eu voltei a acreditar em algo que talvez não tivesse perdido efetivamente. O amor. Existe mesmo. E não é só por ter visto mais um filme. De facto, a mensagem que o Call me by your name transmite vai muito para além do amor e de um relacionamento homossexual.

O filme conta a história de Elio e Oliver. O primeiro é um jovem de 17 anos que, à época, é-lhe permitido fumar e fazer outro tipo de coisas que nos pode deixar um pouco desconfortáveis e que não faríamos nos tempos atuais. Oliver, um aluno americano, vai desenvolvendo uma forte e sensual relação com o rapaz. Os dois envolvem-se no amor e criam laços de carinho um com o outro.

Não vos quero contar mais do que isto. Fica apenas um pouco do cenário que se vai vivendo ao longo filme. E aviso já que é bom irem de mente aberta. Senão nem vale a pena assistir. Pois! Porque eu já vivenciei numa turma de psicologia de 12º ano em que estávamos a assistir a um filme onde havia sexo homossexual e mais de metade da turma levantou o dedo para que a professora parasse a visualização. É vergonhoso! Assim é que se percebe que ainda há muito a fazer na sociedade. Até hoje, continuo incomodado por terem levantado o dedo, deviam estar à espera que caísse algum donut do tecto. Só três ou quatro é que não nos incomodámos.

Posto isto, ver o Chama-me pelo teu nome poderá ser bastante enriquecedor. Não só para compreender melhor a homossexualidade, mas também para perceber um pouco melhor a década de 80 em Itália, América, etc. E, primeiramente, o amor. Obrigado, senhor realizador Luca Guadagnino e senhor escritor André Aciman.

Estudante de Artes e Humanidades na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Espera um dia ser jornalista/apresentador na televisão nacional.