Sou do tempo dos Pokémon e eles foram os meus grandes amigos de infância. Recordo-me de quando nos mudámos para a casa nova e de me sentar nas escadas da entrada com o gameboy color na mão. Eu não percebia nada daquele jogo dos Pokémon Crystal. Nunca passava da primeira parte do jogo, mas começava e recomeçava o jogo sem perder o entusiasmo.

Tudo mudou quando o meu primo e o seu amigo me deram algumas “aulas”. Apercebi-me que havia uma outra geração de Pokémon que mais tarde também joguei. Mas lá fui descobrindo o mapa de Johto. O meu Pokémon inicial sempre foi o Chikorita e lá fui arranjando outros. Lembro-me tão bem do meu Poliwhirl. Nunca o evolui para o estágio final, já estava quase no nível 100. Era muito forte.

Cheguei a ter uma Nintendo 3DS e joguei Pokémon Diamante. Gostei muito. Agora já lançaram outras gerações e sinto que já não percebo nada disto 😛 Adorava voltar a experimentar estes jogos e perceber se ainda me consigo safar ou não. Quem sabe… um dia ainda compro uma nova Nintendo.

As lembranças desse tempo são muito boas. Era quando passava mais tempo em casa da avó a sonhar. Sonhos que estão dentro de uma caixa de cartão com vários objetos dos Pokémon lá dentro: o gameboy (que ainda funciona), os jogos, uma cassete VHS, uns desdobráveis, uns cadernos, cartas e tazos.

Creio que hoje em dia os miúdos já não ligam tanto aos Pokémon. É mais à Patrulha Pata e aos não-sei-quê-não-sei-que-mais. Enfim, os tempos passam e nós cá andamos. Agora as preocupações são outras e há responsabilidades. Mas o importante é sonhar. Sempre!

Estudante de Artes e Humanidades na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Espera um dia ser jornalista/apresentador na televisão nacional.