Cursos sem profissão?

Odeio quando me dizem que o meu curso, de Artes e Humanidades (FLUL), não tem empregabilidade. Odeio mais ainda quando me perguntam, ao pormenor, o que se aprende neste tipo de curso da Universidade de Lisboa. Tenho de estar a explicar que é um curso geral com várias saídas profissionais. Tais como publicidade, comunicação social, produtor e editor de textos, assessor de comunicação em empresas, entre muitas outras. Aliás, na Faculdade de Letras, existe mesmo o curso de Estudos gerais em que é possível frequentar todas as faculdades da ULisboa.

Não é que eu me zangue pelo facto das pessoas desconhecerem o curso ou por me perguntarem as saídas profissionais. O que me chateia mesmo a sério é ter “amigos” que me perguntam qual é o “estatuto” que se adquire com esta licenciatura. Por exemplo, se estudar enfermagem é-se enfermeiro. Quem estuda medicina é médico. E por aí fora. Este meu “amigo” teve a lata de fazer um trocadilho e dizer que vou ser artístico-humanístico. Amigo, as coisas não funcionam assim! Lá porque estudas só para uma coisa na vida não quer dizer que os outros se limitem a uma profissão. Tens o exemplo das Ciências da Comunicação, da Gestão Turístico-Cultural, das Ciências Políticas e muitos outros cursos com diversas saídas profissionais.

Bem, o importante é ser feliz e fazer o que se gosta. Amanha isto pode tudo acabar e já nem ir mais para a faculdade. Posso até chumbar a tudo, sei lá! Mas eu até estou a gostar das aulas e valem muito a pena. Inclusive, as amizades que se fazem para a vida. Podia limitar-se tudo a este ano lectivo que passou que já tinha valido o esforço. Da faculdade fica o espírito crítico e os amigos. Sejam felizes! 😀