Siri, a assistente virtual da Apple, ouve as conversas dos utilizadores para fins de controlo de qualidade, isto é, para melhorar a capacidade de resposta.

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Esta semana foi publicado um artigo no jornal Público no qual se denuncia a gravação de sons pela Siri, assistente virtual do iPhone. Os excertos de voz eram captados e depois mandados analisar por uma empresa externa à Apple, sempre com vistas a melhorar a capacidade de resposta da Siri. No entanto, aqueles cuja tarefa era analisar os excertos ouviam muito mais do que simples gravações para compreender melhor as expressões dos utilizadores.

A informação vazou devido a um trabalhador que revelou ter ouvido mais do que devia. Assim como conversas acerca de tráfico de drogas, informações médicas confidenciais e ainda sexo telefónico entre os utilizadores do iPhone. Portanto, aquilo que era possível ouvir não era apenas as gravações feitas pela Siri, mas sim todo o sistema de microfone do famoso aparelho da maçã.

Ainda que os utilizadores de smartphones não tenham conhecimento, esta é uma prática comum das grandes empresas para garantir um melhor serviço aos utilizadores. Porém, a Apple não oferece a possibilidade de recusar esse serviço, enquanto que a Google ou Amazon respeita a privacidade de cada um (ou não, dado que não se controla a 100% um sistema operativo).

Agora, a empresa dirigida por Tim Cook garante que, numa futura atualização do IOS, irá dar a possibilidade de escolha ao utilizador do iPhone. Por enquanto, os termos de serviço da empresa referem apenas que “alguma informação como o nome, contactos, música ouvida e pesquisas são enviados para os servidores Apple.

Não, aquela publicidade que lhe apareceu no iPhone logo após ter conversado sobre o assunto com o seu amigo não é coincidência. Estamos a ser espiados. Qual é a sua opinião em relação a este assunto?

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