O Casting

Hey, amazings!

No passado dia 19 fui ao Casting do 5 PARA A MEIA NOITE. Estou a escrever este texto poucas horas após a audição. Foi muito cansativo! Estive 6 horas à espera que me chamassem. Eu e tantos outros. Isto é porque fui logo dos primeiros a chegar, portanto…

Mas, tirando as demoras e o cansaço, penso que foi uma boa experiência. O tempo de espera valeu para conviver com todos os outros candidatos. Criou-se um bom ambiente entre o elenco. E tinha lá as minhas amigas para me fazerem companhia.

O nervosismo não se instalou e achei um pouco estranho. Não sei se é porque fui logo com poucas expectativas, mas o que é certo é que o coração não disparou a mil à hora. Claro que à medida que se aproximava a minha hora começaram a chegar os pensamentos de responsabilidade. Não tinha preparado muito bem o que iria dizer, mas o meu vídeo tinha o objetivo de surpreender.

Já no casting, a Filomena Cautela recebe-me muito bem e ajuda-me a ajeitar o microfone que estava um pouco alto para mim. O resto da produção é que intimida um pouco. Não pelo que fazem, mas pela forma como se dispõem à nossa volta e pelos comentários que vão fazendo uns com os outros. Claro que tentamos estar sempre atentos ao que se está a passar, mas isso pode ser prejudicial para o nosso foco.

Correu tudo muito bem ao início. Contei uma piadita ou outra e a Filó lá se riu. Com o vídeo que levei para apresentar também consegui roubar-lhe várias gargalhadas. O motivo pelo qual me estou a martirizar foi a última pergunta: “Rúben, porque é que mereces ser repórter do 5?”. Ao qual eu respondo “porque sou engraçado”. Rúben Alexandre, não podias estar bem da cabeça para dar uma resposta tão pouco criativa. Mas, ao fim de contas, já tinham passado 6 horas. O cansaço era imenso. E não sei como não pensei nesta pergunta tão básica e que merecia uma resposta à altura.

Guardo do casting o que uma assistente de produção me disse quando a questionei sobre o que é que a Mena estava a perguntar aos outros candidatos: “Sê tu próprio, é tão melhor assim”. E fui, Marta! Estive ali com a minha simplicidade, bondade e humildade. Mas também com o desejo de fazer mais e melhor. Na altura, não saem estas frases lindas e maravilhosas, mas temos apenas dois segundos para pensar no que vamos dizer.

Obrigado, equipa do 5! Conseguimos rir todos juntos, por isso já fiz algo de bom. Filomena, obrigado pelo abraço, pelos beijinhos e pela frase “tu começaste bem, só depois é que começaste a hesitar” [foi quando tive necessidade de  me aperceber de tudo o que se estava a passar à minha volta]. Mas alguma coisa eu fiz bem. Fico feliz.

É como diz o Cláudio Ramos: “Fui a 400 castings, não fiquei em nenhum. Só entrei na televisão porque gravei uma cassete VHS e entreguei na SIC”. Por isso, o caminho continua. E o sonho não morre, nunca.

PS: Amanhã publico o tão aguardado vídeo que levei para a audição. E farei o agradecimento às pessoas que fizeram tudo isto valer o esforço.